Brasil

Não vou ser mulher de malandro, ficar apanhando e achar bom, afirma Maia

Presidente da Câmara disse que não fala mais sobre de prazo nem de votos
O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), afirmou nesta segunda-feira que trabalhará pela reforma da Previdência , mas que não vai ficar no meio da articulação do governo para aprovar a proposta, uma vez que apanhou bastante e não é mulher de malandro para gostar disso. Maia lamentou, mas afirmou que respeita a articulação política de Bolsonaro. O presidente da Câmara participou do evento “E agora, Brasil?”, promovido pelo jornal O GLOBO e pelo “Valor Econômico” com patrocínio da CNC
— O presidente da Câmara coordena 512 deputados, todos iguais. Eu recebo na residência da Câmara 50, 60 deputados. É diferente ser presidente da Câmara e presidente da República no sistema presidencialista. Só não vou ficar no meio dessa briga levando pancada da base do presidente. Não vou ser mulher de malandro, de ficar apanhando e achando bom — disse Maia.
Ele afirmou que é irrelevante discussões hoje de quantos votos o governo tem e a data em que vai ser votado. Para Maia, o importante é alcançar os 308 votos necessários e aprovar uma proposta que garanta uma economia de R$ 1 trilhão em dez anos.
— Não falo mais de prazo e nem de voto. Isso atrapalha. O governo dizer que tem 200 votos hoje não faz a menor diferença. Precisa ter 308. E a data é irrelevante. O importante é a economia. O relevante é que a gente consiga R$ 1 trilhão. Infelizmente, quis o governo uma forma de articulação que eu respeito — afirmou Maia.
Ele também disse que, se reforma, o Brasil vai para um "caminho tenebroso".
André de Souza, Manoel Ventura, Eduardo Bresciani e Marco Grillo / O Globo

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