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Livro narra período turbulento de Bolsonaro no Exército

O jornalista Luiz Maklouf Carvalho questiona decisão da Justiça Militar que inocentou Bolsonaro de planejar atentados
Em 1987, o capitão de artilharia e paraquedista Jair Messias Bolsonaro foi acusado de planejar ataques a bombas em quartéis do Rio de Janeiro em protesto contra os baixos salários da corporação.
Bolsonaro foi julgado e absolvido pelo Superior Tribunal Militar (STM) por 9 votos a 4.
O episódio, que marcou o fim da carreira militar de Bolsonaro e o início de sua vida política, é narrado no livro “O cadete e o capitão”, do jornalista Luiz Maklouf Carvalho, do Estadão.
A obra, que será lançada no dia 7 de agosto, faz um recorte da fase mais conturbada da época militar de Bolsonaro.
Maklouf analisou mais de 700 páginas do processo e 31 arquivos com as gravações inéditas da sessão do julgamento no STM que absolveu Bolsonaro. O livro levanta dúvidas sobre a absolvição e questiona uma suposta armação “para livrar o capitão” no julgamento final.
De acordo com o jornalista, os ministros do STM ignoraram os laudos grafotécnicos da principal prova do caso –análises de quem seria o autor de um croqui sobre como fazer e onde colocar uma bomba. Para tanto, uma artimanha da defesa teria sido fundamental: dizer que existiam quatro laudos válidos em vez dos dois existentes.
Crédito: Reprodução/VejaCroqui, que teria sido feito pot Bolsonaro, mostra onde colocar as bombas

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