Brasil

Datafolha diz que Haddad venceria eleição, hoje, com 42%

A Folha publicou, nesta segunda-feira (2), complemento aos dados da pesquisa Datafolha revelados em sua edição impressa de hoje.
Diz que, se fossem realizadas hoje eleições, Fernando Haddad (PT) teria 42% dos votos, ante 36% do atual presidente. 18% anulariam os votos ou votariam em branco e 4% não responderam.
Como não temos “3° turno” ou novas eleições no horizonte, melhor cuidar destes dados como indicadores do quanto persistem os alinhamentos de forças políticas em relação à eleição passada.
O primeiro sinal é que, aparentemente, o descontentamento com o governo (38%) migra por inteiro para o ex-candidato petista, o que desde logo o recoloca no leque de prováveis candidatos em 2020, agora já não mais apenas na condição de “indicado” de Lula, não obstante esta permaneça na essência da maioria das opções por seu nome.
Vaidades, portanto, seriam más conselheiras a Haddad, como a que seria a de transformar a pesquisa num “resultado moral” das eleições, o que não é.
Vale no que pode, precariamente, projetar para o futuro: Haddad é Lula, Lula será ou não Haddad a depender de sua situação política, mas o ex-prefeito paulistano tem agora estatura para costurar relacionamentos políticos próprios.
A opção de Lula por manter Gleisi Hoffman no comando das estruturas do PT tem, sobretudo, essa função: a de manter o ex-prefeito com espaços para mover-se entre as forças políticas que o ex-presidente sonha reunir.
O segundo ponto é que, com os 42% de escolhas por Haddad e os 36% por Bolsonaro, os 22% restantes – que em grande parte representam eleitores pouco afeitos à política – há mesmo pouco espaço aberto para o crescimento de alternativas a ambos.
Outros candidatos, à centro-direita ou direita ou no campo de centro-esquerda não têm, hoje, terra livre para crescer. Terão de tomar espaço deles, enfrentando a polarização que – mostram os números – não sumiu da memória do eleitorado.
E que a ambos, Bolsonaro e PT, interessa reviver.
Fernando Brito, Tijolaço

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