Ceará

Universitário é preso suspeito de integrar grupo que estuprava estudantes da UFC em Fortaleza

Três mulheres prestaram depoimento no Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa da Polícia Civil.
Um estudante universitário foi preso, nesta sexta-feira (25), suspeito de fazer parte de um grupo de pelo menos quatro pessoas que estava cometendo estupros contra estudantes do Campus do Pici, da Universidade Federal do Ceará (UFC), em Fortaleza.
Três mulheres prestaram depoimento no Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) da Polícia Civil, na tarde desta sexta-feira. Uma delas desmaiou durante o reconhecimento do suspeito.
Os casos estariam acontecendo há alguns meses e vitimando estudantes no campus da universidade. A polícia chegou até o suspeito após investigações, a partir do registro de dois boletins de ocorrência. A investigação, inclusive, apura se os crimes estariam sendo praticados por um mesmo grupo de homens, formado por estudantes da própria UFC.
A polícia investiga ainda informações de outras estudantes que teriam sido ameaçadas pelo mesmo grupo de criminosos, por meio das redes sociais.
Boletim de ocorrência
G1 teve acesso aos dois boletins de ocorrência registrados na polícia. Um dos estupros denunciados ocorreu em abril e foi relatado em maio à polícia. A suposta vítima diz que três alunos a abordaram e a encostaram contra uma parede. Um deles levantou o vestido dela e a estuprou, ainda de acordo com a denúncia. Segundo o relato, a estudante foi sufocada ao tentar gritar por socorro.
Já a tentativa de estupro foi denunciada por um policial militar que estava de serviço em uma base móvel dentro do campus. O PM disse ter sido abordado por uma menor de idade, estudante da universidade, que relatou a tentativa de estupro. A vítima foi submetida a um exame de corpo de delito.
Medidas de segurança
A UFC definiu, na manhã desta sexta-feira (25), ações para tentar coibir casos de violência contra mulheres no campus. As medidas, de implementação imediata, incluem rever a iluminação e o posicionamento dos postos de vigilância do Campus do Pici, em Fortaleza, bem como aumentar a divulgação do número telefônico de emergência da universidade.
A instituição abriu sindicância para apurar os supostos crimes sexuais. Em nota divulgada nesta quinta-feira (24), a instituição reiterou que "repudia veementemente todo e qualquer ato de violência". A sindicância corre em sigilo para "preservar os nomes das vítimas e não prejudicar as investigações".
Do G1 CE

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